Qual melhor lugar para trabalhar como cuidador de idosos





Jornal Hoje em Dia faz reportagem sobre o trabalho do cuidador de idosos

 

Com amor e respeito



Elemara Duarte
Repórter

Amor e respeito. Essas são as premissas que devem impulsionar quem queira trabalhar como cuidador de idosos. Qualificação também é um importante ingrediente para moldar o perfil profissional desta ocupação que tem sido reconhecida como a «profissão do futuro». «É mais que isso. É uma profissão do presente. Com o aumento da população idosa, a necessidade é para agora», argumenta o presidente da Associação de Cuidadores de Idosos do Estado de Minas Gerais (ACI-MG), Jorge Roberto Afonso de Souza Silva.

Desde 2001, a atividade é reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego como uma ocupação. Entretanto, tramita no Congresso Nacional uma lei com a proposta de regulamentá-la como profissão. Em Belo Horizonte, vivem mais de 200 mil idosos. A capital mineira ainda é cenário para duas ações pioneiras no país: o curso Seqüencial Superior de Cuidadores de Idosos, da Universidade Fumec, e a ACI-MG, que reúne cerca de 700 associados.

Cursos preparam cuidadores de idosos

Quando o cuidador de idosos Jorge Roberto Afonso de Souza Silva, 24 anos, trabalhou pela primeira vez com uma idosa, talvez ele nem soubesse que aquela oportunidade daria início a uma longa jornada que hoje inclui a primeira associação representativa da classe no Brasil. «Eu tinha 19 anos e a mãe da paciente, que era médica, me passou os procedimentos», lembra ele, que ficou no serviço três meses. Desde então, não parou mais de trabalhar na área. «Parei um tempo para buscar qualificação», diz, acrescentando que fez o curso superior de Cuidador de Idosos, na Fumec.

A Secretaria de Assistência Social definiu o cuidador de idosos em três grupos, também a maneira como são cadastrados os associados na ACI-MG: informal (pessoa que trabalha por aptidão e de forma voluntária), formal (aquele que tem qualificação mínima e recebe remuneração) e profissional (portador de diploma de curso superior de cuidador).

Jorge Roberto é o presidente da ACI-MG, entidade que oferece o curso básico. «Os interessados não devem fazer curso com menos de 40 horas. É fundamental conferir na programação se os professores são multidisciplinares, como fisioterapeuta, psicólogo, assistente social, nutricionista, fonoaudiólogo, enfermeira e terapeuta ocupacional», orienta.

Além dos cursos, a associação também oferece encaminhamento profissional. Nesse caso, a família interessada pode ligar para a associação e requisitar o profissional de acordo com a sua necessidade. Somente na primeira quinzena de setembro, a associação encaminhou cerca de 20 cuidadores - dois profissionais são solicitados, em média, a cada pedido. Um terço dos 150 cadastrados está na faixa entre 40 e 50 anos, o que promove a recolocação de trabalhadores mais velhos.

Quem quiser atuar na área precisa se qualificar. O curso básico exige idade mínima de 18 anos e que seja alfabetizado. Outras características são equilíbrio psicológico e que goste de idosos. Para a coordenadora do Curso de Cuidador de Idosos da Fumec, Carla Campolina, um bom profissional precisa se colocar no lugar daquele que irá assistir e se perguntar: «Como eu gostaria de ser cuidado se estivesse no lugar dele?»

No curso superior da Fumec, a grade curricular apresenta três pilares. O primeiro deles é a assistência ao idoso, que é semelhante a alguns procedimentos de enfermagem, como orientação para dietas e higiene. O seguinte contempla noções jurídicas e sociais referentes à cidadania. A próxima fase é sobre gestão de instituições e empresas, como agências de turismo, centros de convivência e instituições de longa permanência de idosos (ILPI), os asilos.

Na visão do presidente da ACI-MG, o empregador ou família empregadora também tem um papel a cumprir: reconhecimento familiar, traduzido por carteira assinada, carga horária justa e salário compatível (a média atual é de R$ 600 a R$ 700).

Lúcia de Fátima de Assis trabalhava na indústria. Ela se define apaixonada pelos idosos, afinidade que a levou, aos 50 anos, a mudar de profissão. Há um ano fez o curso básico e, a partir dessa época, não parou mais de trabalhar na área. «A minha chefe me chama de Anjo Noturno. Pode ligar para ela para confirmar», orgulha-se Lúcia, referindo-se ao seu atual emprego, em que cuida de três senhoras, uma jornada que vai das 19 às 7 horas, de segunda-feira a sábado.

Organizada pela ACI-MG, Belo Horizonte recebe, no dia 27 de outubro, o 1º Encontro de Cuidadores de Idosos do Estado. A programação será preenchida com debates sobre as questões referentes à «profissão do futuro», especialmente, os empregos. O encontro será realizado na Avenida Afonso Pena, 1.500, das 9 às 17 horas.

Centro oferece atividades específicas

«Temos hóspedes e clientes», define a proprietária do Centro de Convivência Prolongar, Marisa Starling de Paiva. Junto com a sócia, Laura Maria Teixeira Soares, Marisa inaugurou o empreendimento há três meses, no Bairro Bandeirantes, Região da Pampulha. O centro é voltado para o público da terceira idade -internos ou idosos hígidos (sadios) pela manhã e à tarde, quando são oferecidas atividades de lazer, ioga, medicina oriental e massagens. Há também espaços com piscina e área para caminhada e churrasqueira. Marisa e Laura são cuidadoras de idosos graduadas pela Fumec.

De acordo com informações do site do Centro Interdisciplinar de Assistência e Pesquisa em Envelhecimento (Ciap), no Brasil a expectativa de vida ao nascer, que era de 33,7 anos na década de 40, alcançou em 2000 o patamar de 68 anos para homens e 72 para mulheres. A capacitação dos cuidadores de idosos tem, portanto, papel essencial quando se fala em promoção de qualidade de vida e ação profilática, o que traz resultados como evitar internações e diminuir o custo saúde destes cidadãos.

 


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